terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Cinco clássicos que jamais consegui ler



Por número de tentativas fracassadas:


1. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
2. A Caverna, de José Saramago
3. O Castelo, de Franz Kafka
4. Se um Viajante Numa Noite de Inverno, de Ítalo Calvino
5. Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Marquez

Eu sei que esses livros são ótimos, inclusive tenho-os aqui, guardados ao lado da cama, prontos para serem lidos. Mas não adianta: chego na vigésima ou trigésima página e começo a pensar em qualquer coisa absolutamente banal. Distraio-me por completo e nem percebo que meus olhos estão apenas deslizando por cima das letras, sem tocá-las.

Nem eu me entendo.

Filmes que merecem ser revistos - #1



Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.

Choose your future.

Choose life.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Um dia frio


O fato é que o verão portoalegrês me sufoca. A umidade é absurda e a temperatura, de 40º às 15h, é violenta, diria até injusta para a capital do Brasil subtropical. Sei que estou na contra-corrente, que a maioria das pessoas prefere o verão ao inverno e tal. Mas eu devo admitir: este sol é pesado demais pra mim. Mil vezes o frio e uma boa companhia debaixo das cobertas, nem que seja a do Franz – meu mais fiel e tenaz amigo, aí em cima.

Veia colorada



Para quem não sabe, eu contribuo semanalmente (sempre às segundas-feiras) com um outro blog, chamado À Sombra dos Eucaliptos, que trata do Inter e é escrito só por colorados, dentro do portal FinalSports.

A idéia é manter minhas maquinações alvi-rubras naquele espaço. O Circo Firuliche fica para outros assuntos – como literatura, notícias, curiosidades, etc. Eventualmente, poderei flautear um pouco por aqui. Mas bem de levin, nada demais, só uma picadinha, pronto, passou.

Ah, o nome do blog

Veio do conto "A acrobata", de Eduardo Galeano.

Galeano é um daqueles escritores que dão na veia. Escolhe sempre as palavras certas, as palavras definitivas, os adjetivos insubstituíveis. Pois vem de "A acrobata" a idéia de batizar este blog de Circo Firuliche. É bem-humorado, mas ao mesmo tempo trágico - pelo menos, se analisado no contexto pretendido pelo Galeano.

A acrobata

Luz Marina Acosta era menininha quando descobriu o circo Firuliche.

O circo Firuliche emergiu certa noite, mágico barco de luzes, das profundidades do Lago da Nicarágua. Eram clarins guerreiros e cornetas de papelão dos palhaços e bandeiras altas os farrapos que ondulavam anunciando a maior festa do mundo. A lona estava toda cheia de remendos, e também os leões, aposentados leões; mas a lona era um castelo e os leões, os reis da selva. E uma senhora rechonchuda, brilhante de lantejoulas, era a rainha dos céus, balançando nos trapézios a um metro do chão.

Então, Luz Marina decidiu tornar-se acrobata. E saltou de verdade, lá do alto, e em sua primeira acrobacia, aos seis anos de idade, quebrou as costelas.

E assim foi, depois, a vida. Na guerra, longa guerra contra a ditadura de Somoza, e nos amores: sempre voando, sempre quebrando as costelas.

Porque quem entra no circo Firuliche não sai jamais.

E lá vamos nós

Esta deve ser a terceira ou quarta vez que eu inicio um blog. Vamos ver no que dá desta vez. Se é que vai dar alguma coisa.